Procurei por muito tempo material que explicasse que os maias nunca previram o fim do mundo para 2012, não para tentar colocar um fim à discussão – a internet é só um pouquinho maior que o meu blog -, mas para ter argumentos contra quem gosta de bancar o “ignorante bem informado”.
Finalmente, o Le Monde publicou material, que foi traduzido pelo UOL.
As contas são muito complexas e o calendário maia, extremamente complicado.
Mas resumindo:
Os maias usavam basicamente três ciclos de contagem de tempo: a conta curta, a conta longa e a grande conta longa.
O começo de cada um desses ciclos tem uma data específica, determinada de acordo com a mitologia do povo.
A conta curta tem ciclos de 52 anos solares. Obviamente, já começou e terminou várias vezes.
A conta longa tem ciclos de pouco mais de 5.125 anos, e começou em agosto de 3114 a.C.
Entendeu?
Isso quer dizer que o fim da conta longa dá-se agora, em 2012.
É só o fim de um calendário. Não o fim do mundo.
Como exemplo, a grande conta longa é composta por ciclos de 72.848.437.894.736.842.105.263.157.200 anos solares.
Por que os alarmistas escolheram o fim da conta longa maia como a data para o apocalipse, e não o fim da grande conta longa?
Se isso significasse o fim do mundo (e não significa), a gente ainda teria um pouquinho mais de tempo para festar, né?
Por: Alan Maschio – Editor do Jornal O Diário
Fonte: http://maringa.odiario.com/blogs/antiblog/